29/06/2010

Maria Matos (e "coisas" do passado...)




QUEM não me quizer bem, não abra êste livro; não encerra êle primores de literatura ou coisa que mereça a atenção de indiferentes.
É como um cantar singelo e dolente, cantar de quem embala um menino; com êle, com êsse dolente cantar vou embalando as saüdades e as lembranças que trago sempre ao peito.
Quem não me quizer bem, não abra êste livro, não escute o meu cantar.
Só corações amigos terão ouvidos para ouvi-lo e entendê-lo.

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À minha Maria Helena.
A'queles a quem eu estimo e a todos os que me estimaram e que a morte me roubou.
Ao Brasil luminoso e ardente.
A' linda terra das Ilhas, à Madeira e aos Açores.
Aos Montes e aos Rios.
A' s Aves e às Flores.
A tudo que me tem dado um afago ou um sorriso, êste livro escrito com a minh'alma, consagro.
E tu, Maria Helena, que cêdo sentiste tão de perto as minhas penas e as minhas alegrias, os meus triunfos e os meus desalentos, toma-o nas tuas mãos que, para mim, serão sempre pequeninas, e dá-lhe o amoroso abrigo do teu coração.

Agôsto de 1935.


Maria Matos

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