03/01/2011

Nada me pertenceu... (O canto do vento nos ciprestes)



(…) Todas as coisas que a casa guardou quando partiste não
me pertenceram; porque, ao tocar-lhes nos dias mais
cinzentos, sinto que é pelo calor dos teus dedos que ainda
gritam; e mesmo a cama onde só o teu corpo era bem-vindo
nunca chegou a ser inteiramente minha, pois, de contrário,
encontraria nela o meu lugar, e não o teu vazio.
(...)

Maria do Rosário Pedreira

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