Incendeiam-me ainda os beijos que me não deste
E cegam-se os acenos que me não fizeste
Da janela irreal onde o teu vulto
Era uma alucinação dos meus sentidos.
Mas, decorrida a vida, e oculto
Nestes versos doridos,
A saber que não sabes que te amei
E cantei,
E nem mesmo imaginas quem eu sou
E como é solitária e dói a minha humanidade,
Em vez de te acusar
E me culpar
Maldigo o arbítrio da fatalidade
Que cruelmente nos desencontrou.
Miguel Torga
Mas, decorrida a vida, e oculto
Nestes versos doridos,
A saber que não sabes que te amei
E cantei,
E nem mesmo imaginas quem eu sou
E como é solitária e dói a minha humanidade,
Em vez de te acusar
E me culpar
Maldigo o arbítrio da fatalidade
Que cruelmente nos desencontrou.
Miguel Torga


Vim agradecer seu registo no meu blogue
ResponderEliminarhttp://ntemporal-pippas.blogspot.com
Já fiz o mesmo no seu.
Como gosta de poesia(eu também gosto muito do
Miguel Torga) Tenho um blogue onde insiro muita
poesia que é:
http://sinfoniaesol.wordpress.com
Beijinhos
Irene Alves