06/04/2013

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«...Levantava-se de noite deambulando às escuras pela casa, tornando ainda mais negra a sua alma. E como se a casa respira-se, ouvia os seus suspiros e o seu choro abafado, enquanto bolçava os seus fantasmas pelos olhos tristes.

Nunca soube o que o queimava por dentro. Fiquei entaipada nos meus próprios silêncios, espelhando a sua dor no meu próprio corpo. Nunca chorámos os dois juntos. Nunca tivemos essa intimidade. O meu choro transbordava a norte, quando as suas lágrimas se derramavam a sul...»

In: Diário dos Infiéis
João Morgado *

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