14/11/2014

Quietude





Que poema de paz agora me apetece!
 Sereno,
 Transparente,
 A sugerir somente
 Um rio já cansado de correr,
 Um doce entardecer,
 Um fim de sementeira.
 Versos como cordeiros a pastar,
 Sem o meu nome embaixo, a recordar
 Os outros que cantei a vida inteira.

 Miguel Torga

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