10/01/2015

É quando...



É quando um espelho, no quarto,
se enfastia;
Quando a noite se destaca
da cortina;
Quando a carne tem o travo
da saliva,
e a saliva sabe a carne
dissolvida;
Quando a força de vontade
ressuscita;
Quando o pé sobre o sapato
se equilibra...
E quando às sete da tarde
morre o dia
- que dentro de nossas almas
se ilumina,
com luz lívida, a palavra
despedida.

David Mourão- Ferreira
foto desconheço Autor


1 comentário:

  1. Achei bonito o poema... fora a palavra despedida... mas a construçao do poema é realmente bonito...

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