12/01/2015

Tudo o que tenho...





Tudo o que tenho não tem posse:
o rio e suas ocultas fontes,
A nuvem grávida de Novembro,
O desaguar de um rio em tua boca.
Só me pertence o que não abraço.
Eis como ao eterno me condeno:
Amo o que não tem despedida


Mia Couto
Foto desconheço Autor

4 comentários:

  1. Eis como ao eterno me condeno:
    Amo o que não tem despedida

    Adoro Mia Couto...

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  2. Um excelente poema do Mia Couto.
    Fizeste uma bela escolha poética.
    Boa semana, querida amiga Maria Adelaide.
    Beijo.

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