17/02/2015

Como uma flor vermelha



À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.

Sophia de Mello Breyner Andresen




1 comentário:

  1. Maravilhada com este seu blogue querida Maria Adelaide...
    Parabéns e voltarei mais vezes
    Beijinho
    Maria

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