24/02/2015

Nada!

Nada!
Horas e horas neste ponto morto
Onde caiu agora a minha vida...
Nem um desejo, ao menos!
Só instintos pequenos:
Apetite de cama e de comida!

Nem sequer ler um livro
Ou conversar comigo, discutir...
Nada!
Neutro, morno, a dormir
Com a carne acordada.

Miguel Torga
foto Mário Marzagão

4 comentários:

  1. Du hast einen zauberhaften Blog !
    Liebe Grüße
    Käthe

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  2. Miguel Torga! Adoro! Beijinho!!!

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  3. NADA...Há alturas em que nos sentimos assim...que somos " nada", não queremos fazer " nada ", tudo nos parece " nada"; nada de emoções, nada de sentimentos e muito menos reflexões. Mas....como acontece sempre, isso passa ; um novo dia começa e vemos que o melhor da vida são os pequenos nadas que nos aparecem a cada momento; são eles que, se estivermos dispostos a observá-los, enchem a nossa alma de essência. Muito bonito este poema , simples, mas profundo. Um beijinho
    Emilia

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