15/05/2015

Inscrição


Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar. Por que
havemos de ser unicamente
humanos, limitados em chorar?
Não encontro caminhos fáceis
de andar. Meu rosto vário
desorienta as firmes pedras
que não sabem de água e de ar
E por isso levito.
É bom deixar
Um pouco de ternura e encanto indiferente
de herança, em cada lugar.
Rastro de flor e estrela,
Nuvem e mar.
Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido:
A sombra é que vai devagar.


Cecília Meireles

5 comentários:

  1. Amei, não podemos ser humanos limitados a chorar, pois há tanta beleza para se ver e assim agradecer! Bela escolha do poema!
    Abraços apertados!

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  2. Mais um texto fantástico.

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  3. No outro lado do cais

    Bj

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  4. Linda postagem, parabéns pela partilha!

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  5. Lindo blog!!
    Parabéns,beijos.

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