18/09/2015

Que ninguém...


Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao
mundo.
Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não o afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.


Fernando Namora

2 comentários:

  1. Não conhecia e ao ler senti que é bem forte a poesia...bj

    ResponderEliminar
  2. Parabéns lindo blog!
    Fiquei encantada.
    Boa noite.

    ResponderEliminar