11/11/2015

Fomos quase amantes...

Fomos quase amantes perfeitos, quase um casal perfeito, quase a felicidade perfeita.
Houve dias em que os corpos quiseram, dias em que os corpos forçaram. Foi nesses dias que nos abraçámos, as minhas mãos à volta de ti, as tuas à volta de mim, um abraço inteiro a comprovar que tudo o que me bastava era coragem.
Bastava eu dizer o que nunca parei de te dizer, o que todos os dias ensaiava dizer-te, para que este peso que agora será meu para sempre se diluísse em suor.
Perdoas-me amar-te para sempre em silêncio?


Pedro Chagas Freitas

2 comentários:

  1. Parabéns pela beleza formal do blogue.
    Sempre muito boas as escolhas literárias.
    ;)

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  2. Nostálgico, saudoso e belo poema.
    Um abraço
    Maria

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