01/06/2016

Vala comum...

Peço um poema à noite, um documento
Que me defenda de ser acusado
De ladrão de mistérios e comparsa
Dos crimes que se dão durante o sono.
Meia duzia de versos de amargura,
Que digam que fiquei na minha lura
No mais lúcido e mísero abandono.
Mas rompe a madrugada da semente,
Abre o dia,
E eu condenado como toda a gente!
Mostrei o atestado, e não servia...

Miguel Torga


Mi

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