Sargaços...

...ao sabor dos ventos!

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30/07/2012

Sei um jeito...


Sei um jeito de te fazer ficar
murmuravas nas manhãs em que nascíamos
ávidos de nós
e éramos tão novos
e faltávamos às aulas

posso ter esquecido admito muita coisa
caminhos promessas lugares a cor
da saia que vestia no dia em que não voltei
muita coisa admito menos
a concha perfeita das tuas mãos sobre o meu peito
o cheiro das laranjeiras as cartas
em papel tão adolescente e azul
o esplendor de junho à mesa familiar
os espelhos garantindo-nos um lugar único na casa

posso ter esquecido admito muita coisa
menos os nossos corpos simultâneos
às portas do amor

no arco da minha pele que humidamente
se abria ao lume da tua língua

nessas manhãs em que jurámos
não morrer nunca.


Alice Vieira









Publicada por Unknown à(s) 13:31
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Etiquetas: esquecer...
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Se preferes o silêncio, desliga o botão em baixo à esquerda.

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Lamento para a língua portuguesa

Não és mais do que as outras, mas és nossa,e crescemos em ti. Nem se imagina que alguma vez uma outra língua possa

pôr-te incolor, ou inodora, insossa,

ser remédio brutal, mera aspirina,

ou tirar-nos de vez de alguma fossa,

ou dar-nos vida nova e repentina.

Mas é o teu país que te destroça,

o teu próprio país quer-te esquecer

e a sua condição te contamina

e no seu dia-a-dia te assassina.

(…)

Vasco Graça Moura

Viagem

Viagem
Provavelmente já terá fechado os armários da biblioteca, as janelas, subido ao sótão, aproximado da arca, tê-la-á aberto para folhear o album de fotografias, reler a carta, terá parado numa linha, tenho medo, medo que os próprios lençóis nos denunciem, depois de fechado tudo, terá passado pelo jardim, verificado com algum espanto que o rosto das estátuas envelhecera, à entrada do pátio demorar-se-á a olhar as bétulas que ajudara a plantar, fechará o portão, atirando a chave para o meio das silvas. E terá partido. Eugénio de Andrade
Maria Adelaide Brito Gomes

Cria o teu cartão de visita

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"Trocaria a memória de todos os beijos que me deste por um único beijo teu. E trocaria até esse beijo pela suspeita de uma saudade tua, de um único beijo que te dei" Miguel Esteves Cardoso

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Adormeci e sonhei
Que passei p'la Trindade
E falei com Santo António
De Lisboa com saudade ...

João de Sousa



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Lisboa

Alguém diz com lentidão:
«Lisboa, sabes...»
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.

Eu sei. E tu, sabias?

Eugénio de Andrade



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Mas eu
Em cuja alma se reflectem
As forças todas
Do Universo,
Em reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto,
emoção
A emoção,
Coisas antagónicas e absurdas se sucedem.
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstracto,
Eu o projectado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto,
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água .

Álvaro de Campos
Heterónimo de Fernando Pessoa


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Eis-me

Tendo-me despido de todos os meus mantos

Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses

Para ficar sozinha ante o silêncio

Ante o silêncio e o esplendor da tua face

Mas tu és de todos os ausentes o ausente

Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca

O meu coração desce as escadas do tempo

em que não moras

E o teu encontro

São planícies e planícies de silêncio

Escura é a noite

Escura e transparente

Mas o teu rosto está para além do tempo opaco

E eu não habito os jardins do teu silêncio

Porque tu és de todos os ausentes o ausente

Sophia de Mello Breyner Andresen

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É triste ir pela vida como quem regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro Ruy Belo

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A Velhice pede desculpas...

Tão velho estou como árvore no inverno,
vulcão sufocado, pássaro sonolento.
Tão velho estou, de pálpebras baixas,
acostumado apenas ao som das músicas,
à forma das letras.
Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético
dos provisórios dias do mundo:
Mas há um sol eterno, eterno e brando
e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir.
Desculpai-me esta face, que se fez resignada:
já não é a minha, mas a do tempo,
com seus muitos episódios.
Desculpai-me não ser bem eu:
mas um fantasma de tudo.
Recebereis em mim muitos mil anos, é certo,
com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras.
Desculpai-me viver ainda:
que os destroços, mesmo os da maior glória,
são na verdade só destroços, destroços.

Cecília Meireles



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