Peço
um poema à noite, um documento
Que
me defenda de ser acusado
De
ladrão de mistérios e comparsa
Dos
crimes que se dão durante o sono.
Meia
duzia de versos de amargura,
Que
digam que fiquei na minha lura
No
mais lúcido e mísero abandono.
Mas
rompe a madrugada da semente,
Abre
o dia,
E
eu condenado como toda a gente!
Miguel Torga
Mi
