Sargaços...

...ao sabor dos ventos!

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05/07/2012

Não sei...



Não sei se nasceste
para o que é excessivo.
Excedes o caminho
das horas,
alargas desmesuradamente
as palavras.
De que são feitas
as tuas noites?
Tão longas como as minhas...
ou tão ténues e breves
que não se chamam noites
e, quem sabe, tenham
perdido o significado e o leito...
Intervalos serão entre
o luar e o sol nascente,
momentos longos e brancos
como densas brumas
para te perderes?
Não sei se encontraste
as tuas estrelas...
Não sei se respiras paredes-meias
com o esquecimento e a solidão-
como te ignoras, te escondes?
Talvez no final dos dias,
sem ventos, entre a liquidez dos olhares
me reencontres e digas
porque não te debruçaste
na janela para sentires o corpo,
porque não encontraste
a voz, a luz, o fruto
entre tantas palavras sem sabor...

Lília Tavares




Publicada por Unknown à(s) 21:53
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Lamento para a língua portuguesa

Não és mais do que as outras, mas és nossa,e crescemos em ti. Nem se imagina que alguma vez uma outra língua possa

pôr-te incolor, ou inodora, insossa,

ser remédio brutal, mera aspirina,

ou tirar-nos de vez de alguma fossa,

ou dar-nos vida nova e repentina.

Mas é o teu país que te destroça,

o teu próprio país quer-te esquecer

e a sua condição te contamina

e no seu dia-a-dia te assassina.

(…)

Vasco Graça Moura

Viagem

Viagem
Provavelmente já terá fechado os armários da biblioteca, as janelas, subido ao sótão, aproximado da arca, tê-la-á aberto para folhear o album de fotografias, reler a carta, terá parado numa linha, tenho medo, medo que os próprios lençóis nos denunciem, depois de fechado tudo, terá passado pelo jardim, verificado com algum espanto que o rosto das estátuas envelhecera, à entrada do pátio demorar-se-á a olhar as bétulas que ajudara a plantar, fechará o portão, atirando a chave para o meio das silvas. E terá partido. Eugénio de Andrade
Maria Adelaide Brito Gomes

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Adormeci e sonhei
Que passei p'la Trindade
E falei com Santo António
De Lisboa com saudade ...

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Lisboa

Alguém diz com lentidão:
«Lisboa, sabes...»
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.

Eu sei. E tu, sabias?

Eugénio de Andrade



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Mas eu
Em cuja alma se reflectem
As forças todas
Do Universo,
Em reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto,
emoção
A emoção,
Coisas antagónicas e absurdas se sucedem.
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstracto,
Eu o projectado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto,
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água .

Álvaro de Campos
Heterónimo de Fernando Pessoa


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Eis-me

Tendo-me despido de todos os meus mantos

Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses

Para ficar sozinha ante o silêncio

Ante o silêncio e o esplendor da tua face

Mas tu és de todos os ausentes o ausente

Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca

O meu coração desce as escadas do tempo

em que não moras

E o teu encontro

São planícies e planícies de silêncio

Escura é a noite

Escura e transparente

Mas o teu rosto está para além do tempo opaco

E eu não habito os jardins do teu silêncio

Porque tu és de todos os ausentes o ausente

Sophia de Mello Breyner Andresen

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É triste ir pela vida como quem regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro Ruy Belo

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A Velhice pede desculpas...

Tão velho estou como árvore no inverno,
vulcão sufocado, pássaro sonolento.
Tão velho estou, de pálpebras baixas,
acostumado apenas ao som das músicas,
à forma das letras.
Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético
dos provisórios dias do mundo:
Mas há um sol eterno, eterno e brando
e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir.
Desculpai-me esta face, que se fez resignada:
já não é a minha, mas a do tempo,
com seus muitos episódios.
Desculpai-me não ser bem eu:
mas um fantasma de tudo.
Recebereis em mim muitos mil anos, é certo,
com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras.
Desculpai-me viver ainda:
que os destroços, mesmo os da maior glória,
são na verdade só destroços, destroços.

Cecília Meireles



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