Fomos quase amantes perfeitos, quase um casal perfeito,
quase a felicidade perfeita.
Houve dias em que os corpos quiseram, dias em que os corpos
forçaram. Foi nesses dias que nos abraçámos, as minhas mãos à volta de ti, as
tuas à volta de mim, um abraço inteiro a comprovar que tudo o que me bastava
era coragem.
Bastava eu dizer o que nunca parei de te dizer, o que todos
os dias ensaiava dizer-te, para que este peso que agora será meu para sempre se
diluísse em suor.
Perdoas-me amar-te para sempre em silêncio?
Pedro Chagas Freitas







